Stellar Alpina revela Monarch e Morpho, veículos com motor de detonação rotativa

A startup suíça Stellar Alpina revelou dois veículos espaciais movidos por motores de detonação rotativa: o orbitador Monarch e o módulo lunar Morpho. O anúncio foi feito em 2 de novembro de 2026, em reportagem exclusiva do Payload Space, e marca a passagem da empresa de uma desenvolvedora de propulsão para uma construtora de veículos.

O Monarch é um veículo de transferência orbital projetado para até 6.000 m/s de delta-v, com 1.000 kg de massa úmida e 200 kg de carga útil. Segundo a empresa, ele poderá atender missões de transporte no espaço, mudança de órbita e entrega em órbita geoestacionária, além de missões de alta energia. A Stellar Alpina pretende vender “mobilidade como serviço”: o cliente pagaria pelo delta-v efetivamente usado, em vez de comprar ou operar um sistema próprio de propulsão.

O diferencial técnico está no motor de detonação rotativa (RDRE, na sigla em inglês). Em vez da queima subsônica e a pressão constante dos motores convencionais, o RDRE usa ondas de detonação supersônicas que circulam em uma câmara anular, em um processo de ganho de pressão. Estimativas da indústria citadas pela imprensa apontam ganhos de eficiência de 10% a 25% sobre combustores convencionais, enquanto um estudo revisado por pares de 2022 estimou ganhos de impulso específico de 3% a 14% para sistemas bipropelentes líquidos. São estimativas de projeto, não resultados de voo.

Os motores do Monarch foram projetados para peróxido de hidrogênio e propano, dois propelentes armazenáveis à temperatura ambiente, descritos pela empresa como “verdes, mas também armazenáveis”. A escolha evita a infraestrutura criogênica e o manuseio de propelentes tóxicos tradicionais, o que a empresa apresenta como vantagem para operadores europeus menores.

O Morpho, por sua vez, usará uma versão aprimorada da arquitetura do Monarch para levar cargas à Lua. O Payload Space informa que o módulo foi projetado para entregar até 50 kg de carga útil à superfície lunar, mas a empresa divulgou menos detalhes sobre ele do que sobre o Monarch, e seu cronograma depende do desempenho comercial do orbitador. A empresa cita a ausência de um programa europeu equivalente ao CLPS, da NASA, como parte do contexto de mercado.

É importante manter a escala do anúncio: Monarch e Morpho estão em fase de projeto, nenhum deles foi construído ou voou, e nenhum RDRE voou comercialmente até agora. A Stellar Alpina mira uma demonstração em órbita do Monarch em 2029, dependendo da disponibilidade de lançamento. A tecnologia, de forma geral, está em nível de prontidão tecnológica próximo de 4 em 9: demonstrada em ambiente relevante, mas ainda não qualificada para hardware operacional. A JAXA fez a primeira queima de um RDRE no espaço em 2021, e a Astrobotic registrou em abril de 2026 uma queima contínua de 300 segundos com seu motor Chakram, descrita como a mais longa já registrada para um RDRE.

A origem da Stellar Alpina está no ARIS, a iniciativa estudantil suíça de voos espaciais ligada à ETH Zurich. Em 2024, a equipe estudantil construiu e testou o primeiro RDRE bilíquido projetado por estudantes. Sete fundadores vieram desse programa. O motor Engine 0 da empresa completou oito testes de detonação em 82 dias após a constituição da companhia.

Crédito da imagem: Stellar Alpina, via TechTimes.

Fontes

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas e fontes da internet. Consulte as fontes originais para conferir detalhes, números e prazos.

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