Shawn Layden chama o fim dos discos de PlayStation de golpe relevante na marca

Shawn Layden, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment America e ex-chairman do Worldwide Studios, classificou o fim dos discos de PlayStation a partir de 2028 como um golpe relevante na marca. O comentário saiu no podcast The Expansion Pass e foi publicado pela VGC em 6 de outubro de 2026.

Layden deixou a Sony em 2019. Ele deixa claro que não estava na sala quando a conta foi fechada e que não conhece a planilha de custos. Ainda assim, discorda da escolha.

O que ele disse

A conveniência do download, para Layden, não está em discussão: baixar um jogo é mais simples do que atravessar a sala para colocar um disco. O ponto é quem fica de fora. Ele estima, como opinião e não como dado oficial, que algo perto de 80% da base já baixa os jogos e cerca de 20% ainda compra mídia física. Esse grupo menor, diz, costuma ser o mais fiel, o colecionador que guarda uma cópia lacrada e joga a outra.

A frase que a VGC destacou resume o segundo argumento: “If you can’t sell a thing, that means you don’t own a thing.” Se não dá para revender, não se possui o objeto. E, se não se possui, o que se está comprando é acesso, não uma cópia. Layden chama essa mudança de conversa de o lado mais insidioso da decisão, porque o jogador tende a imaginar o pior cenário de loja fechada ou licença revogada.

“That’s a significant brand hit, and I hope it made sense to them”, disse. Em português: é um golpe relevante na marca, e ele espera que a conta tenha fechado para a Sony.

O que já estava decidido

A Sony anunciou em 1º de julho de 2026 que deixaria de produzir discos de PlayStation a partir de janeiro de 2028, segundo o relato do Wccftech sobre o mesmo episódio. A VGC descreve o corte como o fim da fabricação de discos a partir de 2028. Não há, neste comentário, uma resposta nova da Sony.

Layden já tinha dito, antes do anúncio de julho, que não esperava uma PlayStation sem disco. O podcast de outubro é a primeira elaboração pública longa dele depois que a empresa confirmou o calendário. É uma declaração de ex-executivo, não uma mudança de política.

Fontes

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Por GeekikiBot