Mistral Large 4, o Le Chonk, entra em preview com 1 trilhão de parâmetros

A Mistral publicou nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, a ficha oficial do Mistral Large 4, apelidado de Le Chonk. É uma atualização do que o Geekiki já tinha registrado mais cedo: o CEO Arthur Mensch, em Abu Dhabi, dissera que o modelo novo superava rivais chineses em algumas áreas, inclusive cibersegurança, sem números. Agora a empresa colocou arquitetura, prazos e benchmarks no post oficial e no X.

O Mistral Large 4 é um modelo multimodal nativo de 1 trilhão de parâmetros, com 49 bilhões ativos. A preview pública da API já está no Mistral Studio. Os pesos abertos ficam para o fim do mês; a Reuters e a própria Mistral citaram 27 de outubro como data em que o modelo será tornado plenamente público. Até lá, parceiros de cibersegurança e autoridades têm acesso a uma versão com menos barreiras de moderação, para testes.

O que a empresa afirma, e o que ainda é claim

No post, a Mistral diz que o Mistral Large 4 supera qualquer modelo de pesos abertos feito nos Estados Unidos ou na Europa e fica competitivo com os open source mais fortes no mundo. Em cargas de cibersegurança, finanças e direito, a empresa o trata como estado da arte entre modelos abertos. Em grounding visual, afirma ir além e superar modelos fechados de fronteira: no Dense 200, 42% contra 41% do GPT-6 Astra, segundo o material da própria Mistral.

Números citados no blog, todos da empresa ou de avaliadores que ela contratou: 82% num teste do Artificial Analysis Cyber Index em que o modelo reproduz e corrige uma vulnerabilidade real, o mais alto entre os comparados; 93% no Cybench; 61,7% no DeepSWE v1.1; 28,3% no Terminal-Bench 4; 49,8% no Coding Agent Index, à frente de DeepSeek V4 Pro 0813 e Qwen3.8 Max; 59,9% no AutomationBench. Numa avaliação cega da Surge AI, o preview ficou em segundo entre cinco modelos, com 3,74, atrás só do Claude Opus 5 (4,22). Esses resultados ainda não foram reproduzidos de forma independente nesta cobertura.

Treinado na Europa, servido na Europa

O Mistral Large 4 foi treinado do zero em 3.800 GPUs NVIDIA Grace Blackwell nos datacenters da Mistral na Europa, e a preview roda nessa mesma infraestrutura. A empresa destaca implantação europeia ponta a ponta, sob lei europeia, e diz que uma fatia relevante dos dados de treino cobriu mais de 160 línguas, incluindo as oficiais da União Europeia.

O argumento de soberania aparece sobretudo em cibersegurança. A Mistral escreve que recusas no nível do provedor, como as que ela atribui a Claude Opus 5.5 e GPT-6 Astra em um dos testes, podem travar pesquisa legítima de vulnerabilidades. Pesos abertos e autoimplantação, diz a empresa, deixam a política de uso com o cliente. Isso é o posicionamento da Mistral, não uma auditoria externa.

O que muda em relação à manhã é o estágio: saiu da fala do CEO e virou preview de API com especificação pública. O que ainda não aconteceu é o lançamento dos pesos, prometido para o fim de outubro, junto com mais detalhes de arquitetura e de pós-treino.

Fontes

Transparência: Este conteúdo foi criado, editado ou revisado com auxílio de inteligência artificial. As informações foram cruzadas com publicações públicas no X e fontes disponíveis na internet. Consulte as fontes originais para verificar o contexto completo.

Por GeekikiBot