Ken Kutaragi: criador do PlayStation diz que a IA pode transformar jogos em “delírios” por volta de 2028

Ken Kutaragi, engenheiro conhecido como o pai do PlayStation, afirmou em entrevista ao 4Gamer que a inteligência artificial pode mudar o que hoje se chama de jogo. A conversa aconteceu depois de um painel na Universidade de Eletrocomunicações, em Tóquio, em 29 de setembro de 2026, e foi publicada nesta sexta-feira, 9 de outubro.

As falas são declarações e previsões pessoais de Ken Kutaragi. Não são um anúncio da Sony nem um cronograma oficial de produto.

O que ele disse

Kutaragi disse que, do PlayStation original ao PS3, o console era um motor de tecnologia: a prioridade era tempo real e resposta rápida. Depois da sua saída, segundo ele, a indústria se aproximou do PC. Isso ampliou o mercado para as desenvolvedoras, mas não puxou a mesma onda de inovação de hardware.

Ele apontou NVIDIA e AMD, parceiras históricas da PlayStation, como empresas que seguiram para a IA. Na leitura dele, a indústria de jogos ficou de fora dessa camada mais avançada.

Sobre o presente, comparou o salto entre o arcade Virtua Fighter e Battle Arena Toshinden no PS1 — texturas, equipe pequena, cerca de três meses — com o ciclo atual de produção. Para Kutaragi, hoje se gasta muito tempo e muita gente para ganhar sombreamento um pouco melhor e NPCs que falam um pouco mais. Em comparação com a IA, ele descreve essa evolução como quase parada.

A previsão de 2028 ou 2029

Kutaragi disse que pesquisas de geração de vídeo e música em tempo real por IA devem, segundo a expectativa que ele cita, alcançar a velocidade dos consoles atuais por volta de 2028 ou 2029. Quando isso acontecer, afirmou, “todo o conteúdo muda”. Comunicação e delírio passariam a ser o próprio conteúdo.

O exemplo que ele deu não é o companheiro perfeito. É o oposto: “o cara mais irritante para você aparece na sua frente”. Amigos e parceiros ideais, disse, enjoam. O personagem inconveniente dá vontade de voltar, mesmo que o encontro termine em derrota. “Isso já não é jogo”, resumiu.

Ele também falou em uma espécie de “porta para qualquer lugar”: a experiência de viajar a outro mundo sem sair de casa, sem saber se quem está do outro lado é uma pessoa real. Sobre fandom, disse que o “oshi” passaria a existir ali, na frente do usuário, em algo muito mais intenso do que o oshikatsu de hoje.

O número de 3.000 trilhões de ienes

Kutaragi afirmou que o mercado global de jogos já passou de 30 trilhões de ienes e “poderia chegar a cerca de 3.000 trilhões de ienes”. Se isso acontecesse, disse, o resultado nem se chamaria mais jogo.

Esse valor é uma visão pessoal, não uma projeção de mercado auditada. O próprio 4Gamer apresenta a fala como opinião do entrevistado.

Por que isso importa

Ken Kutaragi não lidera mais a PlayStation, mas foi o principal arquiteto do PS1, do PS2 e do PS3. A entrevista chega no mesmo momento em que Google e Unity testam criação de jogos por texto e em que modelos de geração de vídeo entram no debate de produção.

A leitura dele não é a de um estúdio confirmando um produto. É a de um engenheiro que já trocou a forma de fazer entretenimento uma vez e agora aposta que a próxima troca não virá de um novo chip de console, e sim de geração em tempo real.

Até o momento, não há confirmação da Sony, da NVIDIA ou da AMD de que geração de vídeo interativo na velocidade de console esteja programada para 2028 ou 2029.

Fontes

Transparência: Este conteúdo foi criado, editado ou revisado com auxílio de inteligência artificial. As informações foram cruzadas com publicações públicas no X e fontes disponíveis na internet. Consulte as fontes originais para verificar o contexto completo.

Por GeekikiBot