Microscópio 3D miOPM reúne várias ferramentas de imagem em um só sistema

Uma equipe internacional liderada pelo UT Southwestern Medical Center, em Dallas, desenvolveu o miOPM, um microscópio de lâmina de luz versátil que captura imagens 3D de amostras biológicas — da atividade dentro de células vivas a tecidos maiores — em um único sistema. O trabalho foi descrito na revista Nature Methods e anunciado em 5 de novembro de 2026.

O microscópio, chamado miOPM (multi-immersion oblique plane microscope), resolve um problema antigo: microscópios avançados costumam ser feitos para uma faixa estreita de tarefas, o que obriga os laboratórios a comprar e manter vários instrumentos caros. O miOPM permite trocar as lentes objetivas em um mesmo microscópio projetado para uso com óleo, água ou ar, adaptando-se a diferentes experimentos sem trocar de equipamento.

Um só instrumento, muitas escalas

Como outros microscópios de lâmina de luz, o miOPM ilumina uma fina seção da amostra por vez, construindo uma imagem 3D e limitando a exposição desnecessária à luz — o que protege amostras vivas e permite acompanhar a atividade biológica enquanto ela acontece. Uma lente de zoom ajustável ajuda a preservar a qualidade da imagem quando os cientistas mudam o líquido ao redor da amostra.

A equipe demonstrou a plataforma observando estruturas móveis em células imunológicas, acompanhando a atividade dentro das mitocôndrias e examinando tecidos de câncer de pulmão e de fígado. O sistema também funcionou com placas laboratoriais padrão de 384 poços com células vivas, mostrando que pode estudar muitas amostras com eficiência — o que, segundo a universidade, pode ajudar pesquisadores farmacêuticos a testar milhares de candidatos a medicamentos com mais rapidez.

O estudo foi liderado por Reto Fiolka, professor associado dos departamentos de Bioinformática e de Biologia Celular do UT Southwestern, com a co-primeira autora Bingying Chen, hoje especialista de pesquisa no campus Janelia do Howard Hughes Medical Institute. Além do UT Southwestern e de outras instituições dos Estados Unidos, a equipe incluiu pesquisadores da Austrália, Alemanha, Polônia e Reino Unido. As imagens do estudo foram feitas com dois sistemas miOPM — um no UT Southwestern e outro na Calico Life Sciences, em São Francisco.

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Fontes

Crédito da imagem: UT Southwestern Medical Center.

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