Supermicro lança rack com 256 CPUs NVIDIA Vera para IA agêntica em escala

A Supermicro anunciou em 22 de outubro de 2026 o NVIDIA Vera CPU Rack, um sistema em escala de rack com 256 CPUs NVIDIA Vera, voltado para IA agêntica, aprendizado por reforço e processamento de dados. Segundo a empresa, um único rack entrega 22.528 núcleos e 45.056 threads e suporta até 22.500 sandboxes de agentes simultâneos — os ambientes isolados onde os agentes executam código, usam ferramentas e avaliam resultados.

A lógica do produto está na divisão de trabalho dentro da fábrica de IA: as GPUs seguem como o motor que gera tokens, código e consultas, enquanto os sandboxes baseados em CPU executam ações, avaliam resultados, rodam ferramentas e orquestram fluxos de trabalho. Na escala de fábricas de IA com centenas ou milhares de GPUs, argumenta a Supermicro, é preciso computação de CPU dedicada para hospedar milhares — ou milhões — de ambientes de execução paralelos para agentes.

Refrigeração líquida e segurança para agentes

O rack é 100% refrigerado a líquido, com o sistema de refrigeração direta DLC-2 da Supermicro, e integra DPUs NVIDIA BlueField-4 para rede e segurança em silício. No software, ele suporta nativamente a arquitetura de referência NVIDIA OpenShell, que aplica controles de política de privilégio mínimo aos agentes em tempo de execução, e o NVIDIA Sentry, que roda nos BlueField-4 como monitor fora de banda, com telemetria atestada e capacidade de colocar em quarentena um agente que saia dos limites permitidos em milissegundos.

A base é o design NVIDIA MGX de terceira geração, o que cria uma infraestrutura comum com o Vera Rubin NVL72: o rack pode operar sozinho ou ao lado dos racks de GPU, com topologia de rede definida sobre Ethernet NVIDIA Spectrum-X quando combinado. Para energia, o cliente pode escolher alimentação CA tradicional ou um rack lateral de 800 VCC com unidades de bateria de reserva (BBU) no lugar de um UPS convencional — uma troca que, segundo a empresa, libera espaço no piso do data center e pode melhorar a eficiência da conversão de energia. Como plataforma independente, ele também acelera orquestração de agentes, bancos de dados, gerenciadores de cluster como Slurm e Kubernetes, análise de dados e pipelines de build de software em larga escala.

“À medida que a IA agêntica transforma os requisitos dos data centers, a Supermicro está ampliando seu portfólio com infraestrutura totalmente integrada”, disse Charles Liang, presidente e CEO da Supermicro. Chris Marriott, vice-presidente de plataformas empresariais da NVIDIA, afirmou que as CPUs Vera e os DPUs BlueField-4, integrados à arquitetura DCBBS refrigerada a líquido da Supermicro, dão aos clientes “a computação dedicada e a segurança baseada em hardware para escalar a execução de cargas de trabalho agênticas em suas fábricas de IA”.

O rack já está disponível para cotação, mas a Supermicro não divulgou data de embarque. O anúncio chega na sequência do início dos embarques do Vera Rubin NVL72 da própria Supermicro, em setembro, e de uma revisão para cima da previsão de receita do primeiro trimestre fiscal, para US$ 18,5 bilhões a US$ 19,5 bilhões — um pano de fundo que ajuda a explicar por que a empresa está apostando em infraestrutura dedicada a agentes, e não apenas em GPUs.

Crédito da imagem: Supermicro, via comunicado oficial (PR Newswire).

Fontes

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