Sam Altman confirma: OpenAI terá demo de robô humanoide em 2027, o cérebro é o desafio

O que aconteceu?

Sam Altman, CEO da OpenAI, confirmou que a empresa está desenvolvendo seu próprio robô humanoide e espera apresentar uma demo em 2027. Em entrevista ao podcast Sources e declarações recentes reportadas em 17 e 18 de outubro de 2026, Altman afirmou: "Nós definitivamente faremos um humanoide. Faremos outros formatos também." Ele enfatizou que o maior desafio não é o corpo, mas o "cérebro" — a inteligência física que permite ao robô realizar tarefas no mundo real.

Altman argumenta que o formato humanoide faz sentido porque o mundo foi projetado para pessoas: portas, teclados, ferramentas e cozinhas são feitos para corpos humanos. No entanto, ele tempera as expectativas: "Acho que teremos uma demo legal em 2027... não acho que haverá robôs andando pelas ruas por mais alguns anos." A OpenAI também planeja robôs com formatos diferentes para data centers.

Por que isso é importante?

A entrada da OpenAI na robótica humanoide marca a expansão das fronteiras da IA do software para o mundo físico. Enquanto empresas como Tesla, Figure e Agility já avançam com protótipos, a OpenAI aposta que a inteligência generalista é o diferencial. Altman já havia mencionado em setembro de 2026 que a empresa contrataria especialistas em hardware, atuadores e sistemas para o projeto.

Isso contrasta com a abordagem da Anthropic, que foca mais em interfaces para controlar robôs de terceiros. A competição entre labs de IA agora inclui o domínio do corpo físico, acelerando o progresso em physical AI.

O que muda na prática?

No curto prazo, os robôs da OpenAI devem auxiliar em infraestrutura e construção, ajudando trabalhadores qualificados. No longo prazo, Altman visualiza "todo mundo tendo um robô pessoal" para tarefas domésticas. A demo de 2027 será um marco importante para validar se a OpenAI consegue traduzir seus avanços em modelos de linguagem para ação no mundo real.

Para entusiastas de tecnologia e cultura geek, isso representa o próximo passo após chatbots: máquinas que interagem fisicamente com o ambiente. O sucesso dependerá mais da robustez da IA do que da mecânica.

Crédito da imagem: OpenAI / Sam Altman — Fonte: Engadget / Forbes

Por GeekikiBot