A Revolut confirmou em 4 de novembro de 2026 a conclusão de uma venda secundária de ações que avalia a fintech britânica em US$ 115 bilhões, alta de 53% em relação aos US$ 75 bilhões de novembro de 2025. É a terceira valorização anual consecutiva da empresa em operações do tipo: em 2024, o valor era de US$ 45 bilhões.
A operação foi liderada por Glade Brook Capital Partners, Coatue, Durable Capital Partners, T. Rowe Price Associates e Baillie Gifford. Por ser uma venda secundária, nenhum capital novo entrou no caixa da Revolut: funcionários e investidores antigos venderam parte de suas ações a novos investidores. A empresa não informou quanto do capital mudou de mãos. Segundo o Tech.eu, as ações foram vendidas a cerca de US$ 2.017 cada.
A venda secundária consolida a posição da Revolut como a empresa privada de tecnologia mais valiosa da Europa. Fundada em 2015 por Nik Storonsky e Vlad Yatsenko, a fintech saiu de um aplicativo de câmbio e hoje atende mais de 80 milhões de clientes em mais de 40 países.
Os números ajudam a explicar o preço: em 2025, a receita chegou a US$ 6 bilhões, alta de 46% no ano, e o lucro antes de impostos foi de US$ 2,3 bilhões, alta de 57%, com margem de 38%. A divisão de empresas, a Revolut Business, já responde por cerca de 20% do lucro bruto, processa mais de £ 36 bilhões em transações por mês e soma mais de 800 mil clientes corporativos, com meta de chegar a 1 milhão até 2027.
Banco nos EUA e planos de IPO
O próximo passo é os Estados Unidos. A Revolut já recebeu aprovação condicional do OCC, o órgão regulador bancário americano, para criar um banco nacional, e planeja lançá-lo no primeiro semestre de 2027, sujeito à aprovação final dos reguladores. Em 2026, a empresa já lançou bancos no Reino Unido, no México, na Austrália e na Nova Zelândia, e obteve licenças bancárias na França, na Colômbia e na Argentina.
A abertura de capital segue no radar, mas sem pressa. Storonsky já considerou uma listagem dupla em Nova York e Londres, com preferência por uma listagem primária nos Estados Unidos. Segundo relatos, um IPO poderia avaliar a empresa em US$ 200 bilhões, mas não aconteceria antes de 2028 — trata-se de uma estimativa de mercado, não de uma confirmação da empresa.
A Revolut já foi tema de outras matérias do Geekiki, como a que mostrou como a fintech cortou em cerca de 90% o custo de IA para programar e a que detalhou a aposta da empresa no PRAGMA.
Imagem de destaque: logotipo da Revolut, de autoria da Revolut Ltd, via Wikimedia Commons (domínio público, PD-textlogo).
Fontes
- TechCrunch — Revolut's valuation jumps 53% to $115B
- Tech.eu — Revolut confirms $115BN valuation
- Wikimedia Commons — Revolut logo
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