A NASA confirmou na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, que o Observatório Neil Gehrels Swift reentrou na atmosfera da Terra, quase 22 anos após o lançamento. A confirmação encerra a história que o Geekiki vinha acompanhando: até então, a reentrada era uma previsão para o dia 4 de novembro.
Segundo a atualização da NASA, a Força Espacial dos Estados Unidos confirmou que a reentrada ocorreu às 7h39 (horário de Washington, EST) de quarta-feira, sobre a região de Sumatra do Norte, na Indonésia, aproximadamente a 3,4 graus de latitude norte e 98,6 graus de longitude leste. A agência esperava que a maior parte da espaçonave se desintegrasse com o calor da reentrada, mas alertou que alguns componentes poderiam sobreviver à queda. A Reuters informou que a NASA não relatou danos ou feridos em solo causados por destroços.
O que o Swift observou
O Swift foi lançado em 20 de novembro de 2004, a bordo de um foguete Delta II, a partir de Cabo Canaveral, para uma missão principal planejada de apenas dois anos. Com três telescópios trabalhando juntos, ele se tornou o primeiro observatório multifaixa do tipo: detectava explosões de raios gama, as mais poderosas do universo conhecido, girava sozinho para a fonte em questão de segundos e avisava outros telescópios ao redor do mundo para observações de acompanhamento. Ao longo de mais de duas décadas, ele observou de galáxias ativas e erupções estelares a supernovas, cometas e asteroides do próprio Sistema Solar.
O legado científico inclui mais de 2.000 explosões de raios gama catalogadas, com mais de 1.300 detecções autônomas do telescópio BAT, além do primeiro brilho óptico de uma explosão curta, em 2005, e de observações em ultravioleta da kilonova associada à fusão de estrelas de nêutrons em 2017.
Por que a missão terminou
O fim da missão já era esperado: a atividade solar intensificada expandiu a alta atmosfera e aumentou o arrasto sobre o observatório, derrubando sua órbita. Uma tentativa de resgate com a espaçonave LINK, da Katalyst Space Technologies, lançada em julho de 2026 para elevar o Swift a uma órbita mais alta, falhou ainda em 2026, e a NASA encerrou as operações científicas em outubro. Antes da reentrada, a agência estimava em cerca de 1 em 2.100 o risco de algum fragmento sobrevivente causar dano a alguém em solo.
Com a saída de cena do Swift, a astronomia perde uma ferramenta de resposta rápida sem substituto direto imediato: nenhum satélite atual reproduz totalmente a combinação de detecção automática de explosões, giro rápido e alerta em minutos para observatórios em todo o mundo, segundo avaliações publicadas após a reentrada.
Atualização da matéria anterior: Atualização: observatório Swift da NASA deve reentrar na atmosfera em 4 de novembro.
Crédito da imagem: modelo da espaçonave Swift, NASA, via Wikimedia Commons.
Fontes: NASA (atualização de 4/11/2026); Spaceflight Now (4/11/2026).
Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas no X e de fontes da internet. Recomendamos consultar as fontes originais para mais detalhes.
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