NASA adiciona 13 exoplanetas ao catálogo, com órbita extrema

O Arquivo de Exoplanetas da NASA ganhou 13 novos exoplanetas confirmados em 5 de novembro de 2026. Os planetas, distribuídos por 11 sistemas estelares, foram todos detectados pelo método de trânsito — quando um planeta passa diante da estrela e bloqueia uma pequena fração da sua luz — e quase todos carregam a designação TOI, de candidatos sinalizados pelo telescópio espacial TESS, da NASA.

O lote vai de uma super-Terra pouco maior que a Terra a um gigante gasoso mais de 40% mais largo que Júpiter, com períodos orbitais que vão de menos de dois dias a mais de dois meses. Dois deles se destacam.

TOI-7025 b: uma órbita extrema

TOI-7025 b é um gigante gasoso com 0,873 vez a massa de Júpiter e 1,152 vez o seu raio, que completa uma volta em torno da estrela em 67 dias. O número que chama a atenção é a excentricidade de sua órbita: 0,81, uma das mais alongadas já medidas em um gigante gasoso em trânsito. Para comparação, Mercúrio, o planeta de órbita mais excêntrica do Sistema Solar, tem excentricidade de cerca de 0,206.

A distância média do planeta à estrela é de 0,3485 UA, mas a órbita alongada faz essa distância variar drasticamente: no ponto mais próximo, ele mergulha a cerca de 0,066 UA da estrela; no mais distante, recua a cerca de 0,63 UA. Com isso, o planeta recebe aproximadamente 90 vezes mais radiação estelar no periastro do que no apoastro. O sistema fica a 429,239 parsecs da Terra, e os parâmetros foram confirmados no estudo de Heidari e colaboradores (2026), registrado no Arquivo de Exoplanetas da NASA.

TOI-1355 b: um Júpiter quente com prazo de validade

O outro destaque é TOI-1355 b, um super-Júpiter quente que orbita sua estrela em apenas 2,2 dias, a 0,04 UA de distância — cerca de um décimo da distância entre Mercúrio e o Sol. Seu raio é de 1,424 vez o de Júpiter e sua excentricidade é de 0,22, um valor notável para um planeta tão próximo da estrela, onde as forças de maré costumam circularizar as órbitas.

O que torna o sistema urgente é a estrela: uma estrela quente do tipo A, de rotação rápida, cujo achatamento equatorial faz o plano orbital do planeta precessionar. Segundo a Universidade de Tóquio, por volta de 2033 o planeta deixará de transitar diante da estrela visto da Terra, e a geometria não voltará a se alinhar por séculos. Cada trânsito observado nos próximos sete anos é, portanto, uma janela insubstituível para caracterizar a atmosfera desse mundo. O artigo de descoberta, de Watanabe, Narita e colaboradores, foi publicado em 18 de setembro de 2026 na revista Publications of the Astronomical Society of Japan.

O restante do lote

O lote de novos exoplanetas também inclui TOI-5893 b, um “Júpiter morno” de 1,012 vez a massa de Júpiter em uma órbita circular de 40,4 dias; TOI-713 b, uma super-Terra de 1,754 vez a massa da Terra e 1,169 vez o seu raio, em uma órbita de 1,9 dia; e os sistemas multiplanetários TOI-713 e TOI-214, com dois planetas cada. Há ainda K2-105 c, um planeta em um sistema originalmente catalogado pela missão K2, do telescópio Kepler, agora reobservado pelo TESS.

Com a atualização, o catálogo de exoplanetas da NASA passa a contar com cerca de 6.464 planetas confirmados. O TESS, lançado em abril de 2018, segue como o principal motor das descobertas por trânsito: ele varre quase todo o céu em setores de 27 dias e já identificou milhares de candidatos, confirmados depois por observações de acompanhamento a partir do solo.

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Crédito da imagem: impressão artística de dez Júpiteres quentes estudados pelos telescópios Hubble e Spitzer, por ESA/Hubble e NASA, via Wikimedia Commons (CC BY 4.0). A imagem é uma ilustração, não uma fotografia dos novos planetas.

Fontes

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas e de fontes da internet. Os fatos foram verificados no Arquivo de Exoplanetas da NASA e em reportagens citadas abaixo. Consulte sempre as fontes originais.

Por Muse