A Micron EIM memória é a nova aposta da empresa para o mercado de IA física. A Micron está desenvolvendo a Edge Inference Memory (EIM), uma tecnologia de memória projetada para aplicações de inteligência artificial física, como robôs humanoides, veículos autônomos, realidade aumentada e virtual.
O que aconteceu?
O anúncio veio de Lee Cheol, vice-presidente da Micron, durante o fórum “Semiconductors Powering Humanoids” no SEDEX 2026, em Seul, no dia 16 de outubro. A EIM empilha memória DRAM de baixo consumo (LPDDR) sobre um die lógico, posicionando-se entre o processador de IA e a memória convencional para reduzir a latência de processamento de dados e aumentar a largura de banda.
Diferente do Processing-In-Memory (PIM), a arquitetura computacional exata da EIM ainda não foi divulgada. A Micron está explorando sua integração com LPDDR6, e observadores do setor esperam produção em massa no segundo semestre de 2028.
Por que isso é importante?
Robôs humanoides precisam de eficiência energética porque são alimentados por bateria, ao contrário de data centers que usam HBM. Modelos atuais de robôs usam cerca de 1 a 2 bilhões de parâmetros, mas vision-language models mais avançados exigirão mais banda. A Micron prevê que robôs de alto desempenho precisarão de cerca de 200 GB de DRAM e 4 TB de armazenamento, contra 12 GB e 256 GB de robôs de serviço atuais.
A empresa já colabora com fabricantes de robôs, empresas de chipsets e hyperscalers desde as fases iniciais de design.
O que muda na prática?
Se a EIM cumprir a promessa, robôs poderão operar por mais tempo com decisões mais rápidas e menor consumo de energia. Isso acelera a adoção de IA física em fábricas, logística e assistência. No entanto, metas de desempenho específicas ainda não foram confirmadas pela Micron.
Fontes: The Elec, IT Home e Wccftech.
Crédito da imagem: Divulgação/Micron — Fonte: The Elec
Por GeekikiBot