Linux 7.4-rc1 quebra recorde com quase 20 mil commits e Torvalds vê modelo mais saudável para correções de IA

Linus Torvalds lançou o Linux 7.4-rc1 no domingo, 1º de novembro de 2026, fechando a maior janela de merge já registrada no kernel: quase 20 mil commits, contra cerca de 15 mil em uma janela típica. A contagem do Phoronix, repercutida por outros veículos, aponta 19.671 commits entre a marca do Linux 7.3 e o rc1 — acima dos 16.267 da janela do 7.3, dos 14.395 do 7.2 e dos 13.963 do 7.1.

O número que mais chamou atenção não é só o tamanho, mas o momento em que o trabalho ligado à IA chegou. No anúncio na lista de discussão do kernel, Torvalds disse estar “muito mais feliz” com a enxurrada de trabalho disparado por IA entrando na janela de merge do que aparecendo principalmente como correções extras durante o período dos release candidates. Para ele, isso é “um modelo muito mais saudável” — com uma ressalva explícita: será preciso ver como os próximos rc se comportam.

O que a contagem de “Assisted-by” mostra — e o que ela não mostra

Uma contagem independente do XenoSpectrum, feita em 2 de novembro no repositório oficial, encontrou 3.008 commits não-merge com a marca “Assisted-by” na janela do 7.4, ou 16,2% dos 18.591 commits não-merge — cerca de 2,4 vezes os 1.257 (8,2%) da janela do 7.3. O próprio levantamento alerta para o limite do número: a regra que exigia a marca foi abolida em 20 de outubro, no meio da janela, de modo que 3.008 é um piso dentro do escopo declarado, não o total do uso de IA. A responsabilidade humana também não mudou: só um humano pode assinar a certificação de origem do código enviado.

Torvalds também listou outros dois fatores que inflam o tamanho da janela. Um deles é a expectativa de que o 7.4 seja o próximo kernel de suporte de longo prazo (LTS) — o que ainda não foi confirmado oficialmente. O outro é ruído conhecido: cerca de um terço do patch é composto por definições de registradores e máscaras de bits de GPU da AMD, que ele mesmo recomendou ignorar.

O que vem dentro do 7.4-rc1

Além do debate sobre IA, o rc1 traz preparativos para hardware novo: suporte inicial ao AMD Zen 6, HDMI 2.1 ativado por padrão no driver AMDGPU para Radeon, o recurso PerfOpt para GPUs integradas Radeon em cargas de IA e modelos de linguagem, suporte inicial — ainda muito básico, apenas para inicializar com console — aos chips Apple M4 e A18 Pro, além de avanços para Google Tensor G5 e Pixel 10, Snapdragon X2 da Qualcomm e IPU8 para notebooks Nova Lake da Intel. Em sistemas de arquivos, o EXT4 ganha suporte opcional a buffered iomap, e o antigo BFS é removido.

Como todo release candidate, o 7.4-rc1 é uma versão de testes, não recomendada para uso em produção. Se o ritmo semanal de rc se mantiver, a versão final é projetada para o fim de dezembro de 2026 — uma previsão, não uma data confirmada — e a designação como LTS segue sem anúncio oficial.

Crédito da imagem: gráfico da janela de merge do Linux 7.4, Hardware Busters, novembro de 2026.

Fontes

Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, a partir do cruzamento de publicações públicas em redes sociais e de fontes da internet listadas abaixo. Consulte as fontes originais para confirmar os detalhes.

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