O Japão anunciou na sexta-feira, 6 de novembro de 2026, um pacote emergencial de cibersegurança de cerca de 10 bilhões de ienes — aproximadamente US$ 63 milhões — após uma onda de invasões e vazamentos de dados atingir dezenas de empresas e órgãos públicos do país. O anúncio foi feito pela primeira-ministra Sanae Takaichi em uma reunião ministerial em Tóquio.
O pacote se estrutura em quatro pilares: reforço das medidas básicas de segurança com uso de inteligência artificial; melhoria na coleta e na análise de informações sobre ameaças; resposta estratégica aos ataques; e apoio às vítimas, com prevenção de novos danos.
O que prevê o pacote
Entre as medidas, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria vai montar até o fim de novembro uma equipe de elite de especialistas em segurança — descrita como um time “top gun” — que usará IA para detectar vulnerabilidades em sistemas de computador. Equipes de resgate cibernético formadas por governo e setor privado atuarão como primeira resposta em empresas atingidas. O governo também vai ampliar sua capacidade de acesso preventivo a servidores usados por hackers, medida conhecida como “defesa cibernética ativa”, legalizada em outubro de 2026.
Uma onda de ataques
O pacote é uma resposta direta a meses de ataques. Um dos casos mais graves atingiu a provedora de internet GMO Internet Group, que sofreu uma invasão com pedido de resgate. Segundo fontes citadas pela agência Kyodo News, a investigação aponta hackers ligados ao governo da Coreia do Norte como possíveis responsáveis — uma atribuição ainda não confirmada oficialmente. A Comissão de Proteção de Informações Pessoais do Japão (PPC) registrou 2.094 relatos preliminares de vazamentos de dados por acesso não autorizado entre 1º de abril e 16 de outubro de 2026, envolvendo cerca de 260 milhões de pessoas, com dupla contagem entre os casos.
De onde vem o dinheiro
O pacote emergencial de cibersegurança será financiado com recursos do fundo de reserva do orçamento fiscal de 2026. Segundo a imprensa local, cerca de ¥2 bilhões vão para a varredura de vulnerabilidades com IA em sistemas do governo, ¥4,1 bilhões para investigações policiais e ¥3,8 bilhões para a segurança dos sistemas da Agência Digital do Japão.
Nos Estados Unidos, o tema também avançou em outra frente: o Departamento de Justiça criou uma força-tarefa para combater fraudes e hacks com IA, como o Geekiki já mostrou nesta matéria.
Crédito da imagem: retrato oficial da primeira-ministra Sanae Takaichi, de 21 de outubro de 2025, divulgado pelo Gabinete de Relações Públicas do Gabinete do Japão, via Wikimedia Commons.
Fontes: SecurityWeek; Demócrata; Talay Insight.
Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas e fontes da internet. Recomendamos consultar as fontes originais para mais detalhes.
Por Muse