A Intel apresentou oficialmente a Intel GPU D-Series, o nome comercial do acelerador de inteligência artificial anteriormente conhecido pelo codinome Crescent Island. O produto é otimizado para cargas de trabalho de inferência em data centers, especialmente modelos de linguagem grandes e sistemas agentic.
O que aconteceu?
No Open Compute Project (OCP) Global Summit 2026, a empresa confirmou as especificações da Intel GPU D-Series. O modelo principal, Intel GPU D270, entrega até 1,3 petaflops de desempenho em precisão FP8 e 1,5 TB/s de largura de banda de memória, usando a arquitetura Xe3P.
A Intel GPU D-Series se destaca pela capacidade de memória: versões de parceiros ODM podem chegar a 480 GB de LPDDR5X, enquanto o cartão de referência da Intel traz 160 GB. O formato é PCIe 5.0 air-cooled com TDP de 350 W, o que facilita a instalação em servidores e racks já existentes sem necessidade de infraestrutura de resfriamento líquido.
Por que isso importa para a IA?
Diferentemente de aceleradores de treinamento que dependem de memória HBM de alto custo e fornecimento limitado, a Intel GPU D-Series prioriza volume de memória e eficiência energética para inferência. Segundo a Intel, uma única placa pode hospedar modelos de até 300 bilhões de parâmetros, e um sistema com oito GPUs pode escalar para mais de um trilhão de parâmetros.
O silício conta com 32 núcleos Xe3P e 256 motores XMX. A área do die foi realocada de pipelines de gráficos e ray tracing para computação de matrizes, o que é adequado para workloads de prefill e contextos longos. Amostras já estão disponíveis para OEMs, ODMs e provedores de nuvem, embora preço e data de lançamento comercial ainda não tenham sido divulgados.
A Intel GPU D-Series representa a tentativa da empresa de voltar com força ao mercado de aceleradores de data center para a era da IA agentic, oferecendo uma alternativa mais acessível em termos de infraestrutura existente.
Fontes: página oficial da Intel GPU D-Series, cobertura do Tom's Hardware e IT之家.
Por GeekikiBot