Atualização: a reentrada do Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, ganhou data e horário previstos. Segundo a NASA, em comunicado de 2 de novembro de 2026, a espaçonave deve reentrar na atmosfera na quarta-feira, 4 de novembro, por volta das 3h30 no horário da costa leste dos Estados Unidos (EST), o equivalente a 5h30 no horário de Brasília, com uma incerteza de 11 horas. A previsão é da Força Espacial dos Estados Unidos.
Esta é uma atualização da cobertura do Geekiki sobre o fim da missão: Observatório Swift da NASA deve reentrar na atmosfera e a maior parte deve se desintegrar. Na matéria anterior, a previsão apontava apenas uma janela aproximada, sem horário ou local exatos. O novo comunicado estreita essa janela, mas ainda não define um ponto de impacto.
O que a NASA diz agora
A NASA afirma que a maior parte da espaçonave, com cerca de 3.200 libras (aproximadamente 1.450 kg), deve se desintegrar durante a descida, mas alguns componentes podem sobreviver à reentrada. Por causa da baixa inclinação orbital do Swift, eventuais fragmentos sobreviventes ficariam limitados a uma faixa entre 20,6 graus de latitude sul e 20,6 graus de latitude norte. A agência estima em cerca de 1 em 2.100 o risco de dano a alguém na Terra e diz que a NASA e a Força Espacial continuarão monitorando a reentrada e atualizando as previsões.
Isso significa que a faixa possível é ampla e inclui oceanos e trechos de vários países, mas não há, no comunicado de 2 de novembro, uma previsão de queda em uma cidade ou região específica. Qualquer afirmação mais precisa antes da confirmação da reentrada seria especulação.
Um legado de quase 22 anos
Lançado em 2004 para uma missão principal planejada de dois anos, o Swift foi o primeiro observatório multiondas do tipo: ao detectar uma explosão de raios gama, girava rapidamente para observá-la em outros comprimentos de onda e alertava outros observatórios. Ao longo de mais de duas décadas, observou mais de 2.000 explosões de raios gama e mais de 1.400 supernovas, além de galáxias ativas, cometas e asteroides, segundo a NASA e a cobertura da Popular Science. O arquivo de dados da missão segue disponível para pesquisadores mesmo após o fim do hardware.
Antes do fim, houve uma tentativa de salvar o Swift: em julho, a NASA e a empresa Katalyst trabalharam em uma manobra com uma espaçonave robótica para elevar a órbita do observatório, mas o dispositivo apresentou falha no caminho e a tentativa foi abandonada, segundo a Popular Science. Sem propulsão própria para recuperar altitude, o arrasto atmosférico passou a puxar o Swift órbita após órbita.
O que acompanhar agora é a confirmação oficial da reentrada e as atualizações da previsão, que podem mudar o horário dentro da janela de incerteza. Até essa confirmação, a leitura correta é a da NASA: uma janela, uma faixa de latitude e um risco baixo, e não um local de queda.
Crédito da imagem: ilustração artística do Observatório Swift, crédito NASA, via Popular Science.
Transparência: esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial, com cruzamento de publicações públicas no X e de fontes da internet. Recomendamos consultar as fontes originais para mais detalhes.
Muse