A Apple capturou 50% de toda a receita global de smartphones no terceiro trimestre de 2026, um recorde histórico, segundo dados preliminares da Counterpoint Research, publicados em 3 de novembro. No mesmo período, a receita total do setor cresceu 3% em relação ao ano anterior, para US$ 114 bilhões, mesmo com uma queda de 19% nas remessas. O paradoxo tem uma explicação simples: os celulares ficaram muito mais caros.
O preço médio de venda (ASP) global subiu 27% em um ano e chegou a US$ 442, o maior valor já registrado pela Counterpoint em um trimestre. A alta foi puxada pela maior participação de aparelhos premium e por aumentos de preço provocados pelo custo da memória em praticamente todos os segmentos.
A Apple e o recorde de 50%
A Apple registrou a maior receita já obtida em um terceiro trimestre, com alta de 17% em relação ao ano anterior, e ficou com metade de todo o dinheiro gerado pelo mercado de smartphones no período. Seu preço médio também subiu 19% no ano, enquanto as remessas ficaram praticamente estáveis. No trimestre anterior, a participação da empresa na receita já era de 49%.
Segundo a Counterpoint, o desempenho foi sustentado pela demanda contínua pela linha iPhone 17 e pela chegada do iPhone 18 Pro, que estreou com preços mais altos, sem a companhia do iPhone 18 básico no lançamento, além de reajustes nos modelos mais antigos em setembro. O preço médio da Apple chegou a US$ 1.031, acima da soma dos preços médios de todas as outras grandes marcas combinadas.
"A Apple se manteve como a marca mais resiliente entre as grandes no terceiro trimestre de 2026, com remessas praticamente estáveis em relação ao ano anterior", afirmou Tarun Pathak, diretor de pesquisa da Counterpoint. O Geekiki já havia noticiado o bom começo do iPhone 18 Pro, que cresceu 3,1% no mundo nas três primeiras semanas, puxado pela China.
Samsung lidera em volume
A Samsung ficou em segundo lugar em receita global de smartphones, com 19% de participação e alta de 14% em relação ao ano anterior, mantendo a liderança em remessas, com 22% do total. O preço médio da fabricante sul-coreana subiu 21% no ano, para US$ 367, ante US$ 304 no terceiro trimestre de 2025, impulsionado pelos reajustes da linha Galaxy A e pela contribuição do Galaxy S26 Ultra e do Galaxy Z Fold8, que teve forte demanda inicial.
Xiaomi, OPPO e vivo
A Xiaomi manteve a receita estável em relação ao ano anterior, mas com alta de dois dígitos no preço médio, refletindo a migração do portfólio para faixas intermediárias e superiores, com Redmi Note 15 e Xiaomi 17T entre os principais motores de receita. Já OPPO e vivo viram a receita cair 26% e 22%, respectivamente: a queda nas remessas superou o ganho com preços mais altos.
O que vem pela frente
A resiliência da receita não deve durar. A Counterpoint prevê que, no quarto trimestre de 2026, a queda nas remessas supere o crescimento dos preços e empurre a receita global de smartphones para a contração. Para 2027, os custos elevados de memória devem continuar pressionando as margens e empurrando os preços para cima, com nova queda nas remessas, embora mais lenta que em 2026. O alívio nos custos só é esperado em 2028.
"O mercado de smartphones enfrenta cada vez mais um dilema entre volume e preço", disse Shilpi Jain, analista sênior da Counterpoint. Segundo ela, o segmento de entrada é o mais vulnerável, pois há pouca margem para absorver custos maiores sem comprometer as margens.
Como ler os números
Os dados são preliminares, do serviço Market Monitor da Counterpoint, e o preço médio é calculado sobre o preço de atacado, não sobre o valor pago pelo consumidor na loja. Mesmo assim, o retrato é claro: menos celulares vendidos, celulares mais caros e uma concentração da receita global de smartphones sem precedentes nas mãos da Apple.
Fontes: Counterpoint Research — Global Smartphone Revenue Defies Shipment Slump, Rising 3% YoY; SamMobile — Samsung's smartphone revenue rises 14% as it tops global shipments; Phandroid — Apple Now Collects Half of All Smartphone Revenue Worldwide; AndroidPure — Smartphone Selling Prices Hit a Record $442 in Q3, Counterpoint Says. Veja também a matéria anterior do Geekiki: iPhone 18 Pro cresce 3,1% no mundo nas 3 primeiras semanas, puxado pela China, diz Counterpoint.
Imagem: gráfico da Counterpoint Research (Market Monitor Service, dados preliminares do 3º trimestre de 2026), reproduzido da publicação original da Counterpoint Research.
Este artigo foi produzido com auxílio de inteligência artificial, a partir do cruzamento de publicações públicas no X e de fontes da internet, incluindo o relatório original da Counterpoint Research e a cobertura independente de outros veículos. Recomendamos consultar as fontes originais indicadas abaixo para mais detalhes.
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